*Esta matéria foi atualizada às 15h de 4 de junho de 2026, após a confirmação final da morte de Leia Veloso
O vereador de Ourilândia Romildo Veloso e Silva (PP), ex-prefeito do município, morreu na tarde desta quarta-feira (3) após atirar na ex-esposa, Ilcicleia Alves Veloso, e então em si próprio. O caso ocorreu durante uma audiência, num escritório de advocacia, na qual eles iriam tratar de assuntos relacionados ao processo de divórcio. No entanto, ele não aceitava a separação e possivelmente premeditou a ação. Eles tinham dois filhos juntos e filhos de outros relacionamentos.

Veloso e Leia, como era conhecida a ex-esposa, estavam separados há cerca de 3 meses, como apontaram algumas pessoas próximas. O parlamentar morreu na hora e a mulher foi socorrida, inicialmente para o Hospital Municipal Jadson Pesconi e então encaminhada para o Hospital Regional da PA-279, devido à gravidade dos ferimentos. Ela deu entrada em estado crítico e na tarde desta quinta-feira (4), não resistiu. Os tiros causaram pânico no escritório.
Informações de testemunhas, colhidas por policiais civis e militares, apontam que Veloso e Leia estavam prestes a assinar um documento relacionado ao processo de divórcio. O vereador teria pedido para conversar a sós com a mulher por alguns instantes. A Polícia Civil teve acesso às imagens das câmeras internas, que mostram Veloso dar um tiro na nuca dela, que estava sentada numa cadeira. O ex-prefeito então saiu da sala e se dirigiu ao banheiro, onde então atirou contra si na boca. A arma foi apreendida.

Ao Fato Regional, o presidente da Câmara Municipal de Ourilândia, Márcio Negão (MDB), disse que o caso é uma tragédia e lamentou o ocorrido envolvendo um parlamentar com mandato e um dos pioneiros do município, que teve 4 mandatos como prefeito e tem até uma escola estadual com o nome dele. O corpo de Veloso foi removido somente na madrugada desta quinta-feira (4), após perícia da Polícia Científica do Pará no local de crime, e foi encaminhado para Marabá.

O caso agora está em investigação da Polícia Civil de Ourilândia, sob coordenação do superintende regional do Alto Xingu, delegado Rafhael Machado, e do delegado Elioenai de Jesus. O comandante do 36º BPM, major Júlio, e subcomandante capitão Leymir, deram apoio à PC e evitaram a entrada de curiosos no escritório de advocacia. Uma multidão se reuniu em frente ao local de crime. O local de crime passou por perícia da Polícia Científica do Pará.
O Fato Regional só trabalha com informações oficiais — repassadas por policiais e autoridades públicas ou que constem em boletins e registros oficiais de ocorrência —, respeitando o princípio da presunção de inocência. O espaço para a defesa de qualquer pessoa citada em casos policiais, se os advogados ou envolvidos acharem conveniente manifestar-se, sempre será garantido, com amplo direito ao contraditório.

(Da Redação do Fato Regional)
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