Dois terremotos, de magnitudes 7,5 e 7,2, causaram um rastro de destruição e desespero na Venezuela nesta quarta-feira (24). As autoridades do país apontam mais de 160 mortos e quase mil feridos, além de prejuízos a estruturas públicas e privadas. O evento sismológico teve implicações no Brasil, com relatos de que tremores atingiram Manaus (AM), Boa Vista (RR), Macapá (AP) e Belém (PA). Na capital paraense, alguns prédios de 4 bairros foram evacuados para vistorias da Defesa Civil, após moradores relatarem sentir que as estruturas balançaram.
Veja imagens da destruição provocada pelos terremotos na Venezuela:
Os dois abalos sísmicos foram considerados, pelas autoridades venezuelanas, como os mais graves do país em 100 anos. Os tremores foram do tipo “raso”, pois ocorreram entre 10 e 20 km da superfície. No entanto, é o tipo de evento que costuma ser mais sentido pelas pessoas e tem mais capacidade de gerar estragos em imóveis e outras estruturas. Nas redes sociais, vários vídeos mostram o pânico da população tentando buscar abrigo. Para esta quinta-feira (25), começou um mutirão de buscas por feridos e mortos.

O presidente Lula (PT) comunicou, nas redes sociais, que determinou uma avaliação do Ministério das Relações Exteriores junto à embaixada do Brasil na Venezuela, sobre como o país pode ajudar neste momento de crise, seja com apoio no atendimento ao resgate de corpos e de pessoas feridas, seja no apoio à reconstrução. Outros governos pelo mundo também anunciaram ajuda ao país. Durante a crise da covid-19, a Venezuela ajudou o Brasil com médicos e cilindros de oxigênio.

O terremoto causou sérios danos na capital Caracas e nos estados de Miranda, La Guaira, Carabobo, Falcón, Yaracuy, Aragua, Trujillo e Zulia . As autoridades e o sistema de proteção civil estão mobilizados para realizar operações de abastecimento de água e retomada da energia elétrica e telecomunicações.

Os terremotos na Venezuela não foram os únicos registrados no dia, apesar de terem sido os mais graves. Ainda foram registrados eventos no Peru, no Japão e nos Estados Unidos. A quantidade de tremores num único dia, em diferentes lugares e com intervalos relativamente curtos entre cada um, é considerada incomum por especialistas.

(Da Redação do Fato Regional)
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