VÍDEO: Rastro de destruição de chuva histórica em Juiz de Fora e Ubá, em Minas Gerais, provoca 22 mortes e cidade está em calamidade pública

A chuva fez com que fevereiro já se tornasse o mais chuvoso da história do município, com volume superior ao dobro do esperado para o mês inteiro para Juiz de Fora. O rio Paraibuna transbordou, provocando inundações, soterramentos e desabamentos.
Defesa Civil e Bombeiros estão num mutirão de atendimentos para amparar a população que foi surpreendida com uma chuva que superou o dobro do volume esperado para o mês inteiro de fevereiro em um único dia (Foto: Redes Sociais)

*Atualização às 12h25, com novo número de vítimas mortas e novos locais afetados

O município de Juiz de Fora, em Minas Gerais, está em calamidade pública. Nesta segunda-feira (23), uma violenta e histórica chuva, de 584 milímetros, deixou um rastro de destruição por toda a cidade. Até agora, as autoridades locais contabilizam 22 pessoas mortas, contando também com 6 vítimas no município de Ubá. As creches e escolas municipais estão com as aulas suspensas. Os funcionários da prefeitura estão em teletrabalho. A recomendação é evitar sair de casa e fazer deslocamentos desnecessários, assim como evitar viagens para a localidade enquanto a situação não se estabilizar.

O estragos ainda estão sendo avaliados. Bombeiros e Defesa Civil estão em um mutirão de atendimentos para a população das áreas mais afetadas. A prefeita Margarida Salomão (PT) disse, nas redes sociais, que a chuva fez com que o mês de fevereiro já se tornasse o mais chuvoso da história do município, com volume superior ao dobro do esperado para o mês inteiro. Foi o que fez o rio Paraibuna transbordar e provocar inundações, soterramentos e desabamentos.

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A Defesa Civil do município estima que 440 pessoas estejam desabrigadas. Elas já receberam acolhimento e acomodação provisória. De acordo com a prefeitura, foram registradas 251 ocorrências. Em poucas horas, foram mais de 40 chamadas emergenciais envolvendo vias bloqueadas, moradores ilhados e casas atingidas.

“Isso nos trouxe toda a sorte de transtornos, desde coisas muito graves [como] situações de soterramento. Nesse momento, temos registrado 20 soterramentos, especialmente na região sudeste. Estamos com o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil, com todos os nossos recursos, buscando salvar vidas. Bairros estão ilhados. O rio Paraibuna saiu da calha, o que também é uma coisa histórica”, disse Margarida.


(Da Redação do Fato Regional, com informações da Agência Brasil)

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