Uma residência localizada no Bairro Palmares II, em Parauapebas, foi completamente destruída por um incêndio na noite de terça-feira (19), após uma suposta discussão de casal marcada por violência física e destruição. Mãe e filha procuraram a delegacia para denunciar o caso e relataram os momentos de desespero vividos dentro do imóvel.
Segundo a proprietária da casa, ela havia se mudado recentemente para uma área rural e deixou a residência sob os cuidados da filha, de 18 anos. A jovem vivia há cerca de três meses com o companheiro, de 21 anos, apontado pelas vítimas como o responsável por provocar o incêndio.
De acordo com o relato da jovem, a discussão teria começado por ciúmes e evoluído rapidamente para agressões físicas. Ela afirmou que foi atacada pelo companheiro com um pedaço de madeira, sofrendo hematomas nos braços, pernas e dedos.
“Ele me bateu e depois colocou fogo na cama. Eu não estava dormindo na hora, e aí corri para fora da casa”, relatou a vítima à polícia, bastante abalada.
Ainda segundo ela, o suspeito deixou o imóvel apenas com a roupa do corpo, pegou uma motocicleta e fugiu logo após iniciar o incêndio.
As chamas se espalharam rapidamente e consumiram praticamente toda a residência. Apenas uma parede de alvenaria e o banheiro permaneceram de pé. A jovem afirma ter perdido roupas, móveis, documentos pessoais e todos os pertences que estavam na casa.
A mãe da vítima disse ter recebido a notícia somente na manhã seguinte, já que estava trabalhando na roça no momento do incêndio.
“Meu genro bateu nela e tocou fogo na minha casa com tudo dentro. Eu nem conhecia direito ele”, lamentou.
Vídeos gravados por moradores da vizinhança mostram a intensidade das chamas tomando conta do imóvel durante a noite. As imagens circularam nas redes sociais e registram o momento em que o fogo destrói completamente a residência.
A Polícia Civil informou que ouviu os depoimentos das vítimas e instaurou um inquérito para apurar as denúncias de agressão e as circunstâncias do incêndio. As investigações também buscam localizar o suspeito, que fugiu após o crime.

(Da Redação do Fato Regional)
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