Homem é torturado e morto em suposto ‘tribunal do crime’ de facção criminosa em Tucumã, no Sul do Pará

A vítima foi identificada como Rafael do Carmo Maciel. Ele era de São Félix do Xingu e havia ido a Tucumã, rumo ao setor Lago das Rosas. Familiares acionaram a polícia após não receberem mais notícias dele. O corpo dele apresentava diferentes sinais de tortura, como mãos amarradas e vários ferimentos.
No corpo de Rafael havia sinais de facadas, tiros, uso de fogo e sufocamento. Ele possivelmente foi mortos nos chamados 'tribunais do crime' de facções criminosas e a polícia investiga o que de fato ocorreu (Foto: Redes Sociais / Edição de Luã Couto, do Fato Regional)

Rafael do Carmo Maciel, de 22 anos, foi torturado e assassinado em Tucumã, no Sul do Pará. O corpo dele foi encontrado, em estado de decomposição, em uma casa na rua Joaquim Vieira Magalhães, no setor Lago das Rosas. O rapaz é de São Félix do Xingu e parou de dar notícias à família, gerando ainda mais preocupação após receberem um vídeo de uma pessoa sendo torturada num suposto “tribunal do crime” de uma facção criminosa. Foi quando os policiais do 36º Batalhão de Polícia Militar foram acionados.

A Polícia Militar foi acionada por volta das 11h de sábado (9). As informações repassadas à equipe apontam que Rafael havia desembarcado de uma van e então pegou um mototáxi para o setor Lago das Rosas. A casa onde ele foi encontrada fica no final da rua. Havia diferentes marcas de violência, mas devido à condição do corpo, somente uma perícia mais avançada pode determinar. Mas há sinais de facadas, tiros, uso de fogo e sufocamento. As mãos dele foram amarradas.

Familiares de Rafael o reconheceram. A Polícia Civil agora tenta elucidar a motivação para um crime tão bárbaro e confirmar o envolvimento de facções criminosas. Quaisquer informações que possam ajudar as autoridades a localizar os envolvidos no assassinato de Rafael do Carmo, podem ser repassadas ao Disque-Denúncia (181). A ligação é gratuita, segura, pode ser feita de qualquer telefone e garante o sigilo absoluto do informante.

O Fato Regional só trabalha com informações oficiais — repassadas por policiais e autoridades públicas ou que constem em boletins e registros oficiais de ocorrência —, respeitando o princípio da presunção de inocência. O espaço para a defesa de qualquer pessoa citada em casos policiais, se os advogados ou envolvidos acharem conveniente manifestar-se, sempre será garantido, com amplo direito ao contraditório.


(Da Redação do Fato Regional)

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