PF intensifica operação contra extração irregular de ouro e interdita 7 garimpos ilegais no Pará e Amapá

Os garimpos foram localizados em Almeirim (PA) e também em Laranjal do Jari (AP). Policiais chegaram aos locais em aeronaves e destruíram diversas máquinas usadas para extração de minérios

A Polícia Federal deflagrou, de terça-feira (12) até esta sexta-feira (15), a Operação Calha Norte, que levou à interdição de 7 áreas de garimpo ilegal localizadas na região de divisa entre os estados do Pará e do Amapá. A ação foi realizada em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Força Nacional, com apoio da Secretaria de Segurança Pública do Pará (Segup), além da Polícia Militar (PM) e do Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp).

O efetivo concentrou esforços no município de Laranjal do Jari, no sul do Amapá, e mobilizou cerca de 80 agentes de segurança pública e fiscalização ambiental. As equipes utilizaram cinco aeronaves para acessar áreas de difícil alcance no interior da floresta.

Durante os três dias de fiscalização, os agentes identificaram garimpos em plena atividade no estado vizinho e também em Almeirim, no Baixo Amazonas, região conhecida pela intensa pressão ambiental causada pela exploração clandestina de ouro.

Segundo a Polícia Federal, foram destruídas quatro escavadeiras hidráulicas, dezenas de motores utilizados na atividade criminosa, além de três quadriciclos, dois tratores, geradores de energia e acampamentos clandestinos instalados na mata. Os agentes também apreenderam cerca de 4 mil litros de diesel que eram usados para abastecer o maquinário ilegal.

Confira como ocorreu a operação:

A Operação Calha Norte faz parte de um conjunto de ações integradas das forças de segurança e voltadas ao combate aos crimes ambientais e à mineração irregular na Amazônia. Ao longo de décadas, a prática vem causando impactos profundos como desmatamento, contaminação de rios e degradação de áreas protegidas.


O Fato Regional só trabalha com informações oficiais — repassadas por policiais e autoridades públicas ou que constem em boletins e registros oficiais de ocorrência —, respeitando o princípio da presunção de inocência. O espaço para a defesa de qualquer pessoa citada em casos policiais, se os advogados ou envolvidos acharem conveniente manifestar-se, sempre será garantido, com amplo direito ao contraditório.
(Da Redação do Fato Regional)

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