O mercado do cacau brasileiro continua sofrendo com o impacto das importações de frutos da África. Nesta quarta-feira (6), produtores do Pará seguem observando o fruto mais premiado do Brasil perder valor no mercado nacional. Tucumã, no Sul do Pará, que já teve o cacau mais valorizado do Brasil e acima da cotação nacional, está comercializando o quilo por R$ 12, pela cotação da Coopertuc. Em São Félix do Xingu, a Camppax também registrou R$ 12/kg. Mesmo assim, nos supermercados, os produtos que dependem do fruto, como chocolates, não baixam de preço.
Pelas informações do Mercado do Cacau, a cotação estadual do Pará ficou em R$ 14, enquanto que a arroba da Bahia (15 kg) ficou em R$ 220 e a saca do Espírito Santo (60 kg) marcou R$ 880. O Pará responde por mais de 51% da produção nacional, com mais de 34 mil produtores, segundo a Sedap, além de ser o estado pioneiro na implantação de um sistema estadual de rastreabilidade do cacau, garantindo ao mercado internacional frutos de qualidade e origem livre de desmatamento ilegal e trabalho em condições desumanas.

Faz mais de dois meses desde que o Governo Federal, através do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), garantiram ao ex-governador Helder Barbalho e produtores de cacau de todo o Brasil que seriam adotadas medidas para recomposição de preços e valorização do mercado. Entre as medidas estavam a suspensão de importações da Costa do Marfim, fim do regime de “drawback” para importações, abertura de novos mercados e revisão de dados e estimativas de safra e estoque. Mas nada surtiu efeito ainda.
O cacau é uma commodity e o preço é influenciado por variações no mercado internacional. Até 2025, o preço do quilo do cacau do Pará chegou ao pico de R$ 65. Mas há meses não supera R$ 15, independente da alta qualidade do fruto paraense, que é premiado e reconhecido internacionalmente.

(Da Redação do Fato Regional, com dados do Mercado do Cacau)
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