Protesto: PA-279 será fechada nesta segunda em prol do retorno das atividades da Vale em Ourilândia

O bloqueio da via está programado para acontecer ás 6h, na PA-279, na entrada, próximo ao aeroporto municipal.

Está programado para às 6h uma manifestação e bloqueio da PA-279, próximo ao Aeroporto Municipal de Ourilândia do Norte, sudeste paraense, em prol do retorno das atividade de extração de Níquel, no projeto Onça Puma da mineradora Vale, no município.

O ato organizado pelas Associação Empresarial de Ourilândia do Norte (AEON ) e Associação Comercial de Tucumã (ACIAPT) é em defesa do retorno das atividades da mineradora no município, pois, segundo os empresários e a própria Prefeitura, essa determinação feita pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e MPF (Ministério Público Federal) prejudica a economia da cidade.

REUNIÃO

Na última quinta-feira, 30, foi realizada uma reunião na Serra dos Carajás, uma reunião entre o prefeito municipal de Ourilândia do Norte, sudeste paraense, Dr. Romildo Veloso, o vice-prefeito, Cléber do Lau e, o departamento jurídico da Mineradora Vale para discutir sobre a situação da Onça Puma e, quais as novas medidas a serem adotadas para se encontrar uma solução para que as atividade sejam retomadas.

MANIFESTAÇÃO ANTERIOR

Em fevereiro deste ano, empresários e moradores do município também se organizaram e fizeram uma manifestação pacífica em prol do retorno das atividades do projeto. Na ocasião, o protesto bloqueou parte da PA-279, exigindo que a determinação de justiça de fechar as atividades da mineradora na região, fosse revogada.

APOIO DO ESTADO

O governador Helder Barbalho e o prefeito de Ourilândia do Norte, Dr. Romildo Veloso, estiveram reunidos, em audiência, em abril deste ano, com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o Ministro Dias Toffoli, para discutir e acompanhar a situação do processo que envolve a mineradora Vale, através do projeto de extração de níquel, “Onça Puma”, no município do sudeste do Pará.

Na saída da reunião, Veloso disse que o ministro ouviu atentamente os posicionamentos, mas preferiu não se pronunciar ainda sobre os próximos passos que seriam tomados.

RECURSO

Ainda em fevereiro deste ano, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) havia negado um recurso no qual a mineradora Vale pedia a retomada das operações da mina e da usina do empreendimento “Onça Puma”, e a suspensão dos depósitos mensais às comunidades indígenas Xikrin e Kayapó. Essas informações foram divulgadas pelo próprio Ministério Público Federal no Estado.

Na época, a Vale informou que recorreu da decisão, requerendo o retorno das atividades de extração de Níquel em Ourilândia, “com base nos laudos elaborados por peritos judiciais que comprovaram a inexistência de relação entre a suposta contaminação do rio Cateté e as atividades desenvolvidas na mina de Onça Puma”. Porém, o recurso foi indeferido.

REPERCUSSÃO NA IMPRENSA

Recentemente, uma matéria veiculada na TV Liberal, filiada da Rede Globo no Pará, mostrou a realidade econômica da população em geral,  de Ourilândia do Norte, município do sudeste paraense, com a paralisação das atividades da mineradora Vale, no município, desde setembro de 2017.

De acordo com os dados divulgados na reportagem, a economia da cidade sofreu uma queda de cerca de 60% e, o desemprego de mais de dois mil trabalhadores que haviam sido contratados pela empresa para trabalhar no projeto.


Veja a reportagem:

 

 

Da Redação Fato Regional

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