sábado, 15 de junho de 2024

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VÍDEO: Fazenda é ocupada por supostos ‘sem terras’ em Canaã dos Carajás; sindicato convoca mobilização para ‘combater invasão’

Em vídeo divulgado por um dos ocupantes, supostamente 800 famílias estariam ocupando lotes da fazenda Sol Nascente e já batizaram a ocupação de Terra Prometida
Segundo um homem que narra o vídeo que circula nas redes sociais, são 800 famílias que ocuparam a terra (Foto: Reprodução / Redes Sociais)

Um grupo de supostos “sem terras” ocupou uma área da fazenda Sol Nascente, em Canaã dos Carajás, no sul do Pará. A movimentação começou nesta sexta-feira (14). Num vídeo que circula  pelas redes sociais, gravados por um dos ocupantes, há a estimativa de 800 famílias no local. Há barracas montadas e lotes estão sendo divididos.

Após a ocupação, o Sindicato dos Produtores Rurais de Canaã dos Carajás (Sicampo) publicou uma nota polêmica. No comunicado, a entidade convoca pessoas “para combater a invasão” que estaria “ameaçando recursos naturas” e o “bem-estar da população”. No texto, o sindicato diz que é para mostrar “força coletiva” e tomar medidas para “preservar o que é nosso”.

 

A fazenda fica numa área próxima do projeto S11D da Vale. Áreas próximas do projeto já haviam tido outras tentativas de ocupação anteriormente.

Por nota, a Polícia Civil informou que “…uma equipe integrada da Delegacia de Conflitos Agrários e demais órgãos de segurança se dirigiram até o local para apurar o caso. Com relação a área, um mandado de reintegração de posse foi expedido pela justiça”.

Reintegrações de posse são processos judiciais e que precisam de acompanhamento de forças policiais. Não há como afirmar que os ocupantes pertençam ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terras (MST), que é uma entidade específica e tem lideranças identificadas. Esse tipo de ação nem sempre tem a ver com o movimento.

No vídeo feito pelos ocupantes, não há menção ao MST. O grupo se identifica como “Movimento da Reforma Agrária” e alega estar buscando um “direito” de trabalhar e morar.

A nota divulgada pelo Sindicato dos Produtores Rurais de Canaã dos Carajás usa um tom polêmico no texto, como se chamasse para conflito (Foto: Sicampo)

 

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(Da Redação do Fato Regional)

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