Pai é preso por suspeita de fraturar o fêmur do filho de 2 anos usando um taco de madeira escrito ‘biscoito’, em Parauapebas

O taco usado tinha entalhada a palavra 'biscoito' e a Polícia Civil investiga se isso tinha a função de servir como ameaça ou forma de esconder agressões recorrentes
O taco tinha a palavra 'biscoito' inscrita e que se tornou o principal objeto de investigação por representar uma ameaça dirigida a crianças (Foto: Polícia Militar)

Antônio Santos Sousa foi preso, em Parauapebas, por suspeita de ter fraturado o fêmur do filho de 2 anos. O homem teria usado um taco de madeira onde estava escrita a palavra “biscoito”. A investigação e rápida resposta só foram possíveis pela sensibilidade e atenção da equipe do Hospital Geral de Parauapebas, que recebeu a criança. Havia várias lesões pelo corpo e as fraturas, que indicavam golpes fortes e muito violentos.

A criança deu entrada no HGP na noite de sexta-feira (20) e o caso logo chamou a atenção da equipe médica, da assistência social e do Conselho Tutelar. Uma equipe da Polícia Militar foi acionada se deslocou até a casa do pai da criança. Os policiais precisaram usar algemas para deter o suspeito e apresentá-lo à Polícia Civil. O taco de madeira foi apreendido e será periciado. Acredita-se, mas é algo ainda passível de investigação, que a palavra “biscoito” servia para ameaças recorrentes e para “mascarar” agressões.

O homem foi autuado por lesão corporal qualificada, no contexto da Lei Maria da Penha de combate à violência doméstica. Na casa do suspeito, havia outra criança, de 4 anos. Os dois filhos de Antônio foram encaminhados para o Conselho Tutelar tomar as providências cabíveis. Até sábado (21), o menino de 2 anos seguia internado devido à gravidade e quantidade de ferimentos.

O Fato Regional só trabalha com informações oficiais — repassadas por policiais e autoridades públicas ou que constem em boletins e registros oficiais de ocorrência —, respeitando o princípio da presunção de inocência. O espaço para a defesa de qualquer pessoa citada em casos policiais, se os advogados ou envolvidos acharem conveniente manifestar-se, sempre será garantido, com amplo direito ao contraditório.


(Da Redação do Fato Regional)

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