A importação de amêndoas de cacau da Costa do Marfim, que colaborou para a derrubada dos preços e desvalorização do fruto do Pará, da Bahia e do Espírito Santo, foi suspensa. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou a portaria nº 456, no Diário Oficial da União desta terça-feira (24), comunicando que não haverá mais entrada do produto estrangeiro. Essa foi uma das quatro medidas que o ministro Carlos Fávaro anunciou diante do governador Helder Barbalho (MDB-PA) e de uma comissão de produtores paraenses, no dia 11 de fevereiro, em Brasília.
Com a medida, a expectativa é de que os preços do cacau do Pará, da Bahia e do Espírito Santo comecem a se recompor. Desde que as importações foram permitidas, o preço do quilo do fruto paraense despencou da média de R$ 60 para uma média de R$ 10 em poucos meses. Outras medidas ainda foram anunciadas pelo ministro para recompor os preços e valorizar a cacauicultura nacional. O cacau é uma commodity, ou seja, sofre variações de preço a partir de influências do mercado global.
“Uma mensagem para todos os produtores de cacau do Pará e do Brasil. O Mapa suspendeu a importação de amêndoas da Costa do Marfim. Foi uma reivindicação dos produtores rurais e estivemos em Brasília, com o ministro Fávaro, reivindicando a proteção à produção nacional. A partir da fiscalização do Mapa, a questão sanitária bloqueou a importação. Os produtos nacionais serão valorizados, para que a produção de cacau no Brasil possa melhorar o preço e possa fortalecer aqueles que produzem”, declarou o governador Helder Barbalho.
Desde janeiro, produtores do Pará vêm fazendo mobilizações por todo o estado, em protesto contra a desvalorização do cacau local. Foi essa mobilização, com apoio do governador Helder Barbalho, levou à reunião na qual o ministério se comprometeu a atender o pleito dos cacauicultores. O Pará aumentou a produção de cacau em 3,8%, entre 2023 e 2024. Os 12 maiores municípios produtores são: Altamira, Brasil Novo, Medicilândia, Uruará, Vitória do Xingu, Anapu, Placas, Rurópolis, Aveiro (Fordlândia), Tucumã e Tomé-Açu.

“O Pará, como líder nacional da produção de cacau, está à frente dessa jornada. Valeu a mobilização. Parabéns ao ministro Fávaro, ao Governo Federal e a todos que participaram dessa mobilização em favor do produtor rural, a você que produz cacau no Pará, na Bahia, em todo o Brasil. Bora produzir e bora trabalhar!”, concluiu Helder.

As outras medidas anunciadas foram que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisasse as previsões de safra e do preço mínimo do cacau paraense. Também estão em pauta a reavaliação do regime de “drawback”, que permite a entrada do cacau estrangeiro no país sem recolhimento de impostos, e das cotas de importação das amêndoas de cacau. Outro compromisso do Governo Federal é fortalecer as ações de promoção comercial, com foco na abertura e consolidação de novos mercados para o cacau brasileiro.
(Da Redação do Fato Regional)
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