sábado, 15 de junho de 2024

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Às vésperas do Círio, Belém sofre com fumaça de incêndio em lixão

Fumaça paira pelos céus da capital paraense e futura sede da COP 30, além das cidades de Ananindeua e Marituba, na área metropolitana. Bombeiros estão em operação desde o último sábado.
No início da manhã e no final da noite, momentos de menos movimento e temperaturas mais baixas, é possível ver a cortina de fumaça em Belém (Foto: Edvaldo Leite / Twitter @edeleite)

Além do cheiro de maniçoba pelas ruas, Belém precisa lidar com outro odor que não é tradicional do período do Círio de Nazaré: a fumaça resultante de um incêndio no aterro conhecido como Lixão do Aurá. O fogo começou no dia 30 de setembro e desde então o Corpo de Bombeiros Militar luta contra os focos de calor. A área, no entanto, é de difícil acesso e com um total de 120 hectares de terreno instável e cercado por mata.

O lixão foi encerrado pela Prefeitura de Belém, oficialmente, em 2014. Porém, nunca parou de receber alguns resíduos. O local é cercado por vulnerabilidade social e atuação de facções criminosas. São tantos focos de incêndio que a fumaça com fedor de lixo pode ser sentida a 20 km de distância. À noite e no início da manhã, é possível ver um nevoeiro formado pela fumaça. Nas redes sociais, pessoas com sistema respiratório mais sensível vêm reclamando da dificuldade de respirar e ataques de alergia.

Nesta sexta-feira (6), a segunda e maior das procissões do Círio de Nazaré vai percorrer vias de Belém e Ananindeua, as duas cidades mais afetadas pela fumaça dos incêndios no lixão do Aurá, que fica no limite entre os dois municípios.

O que diz a prefeitura de Belém sobre o incêndio

Por nota enviada ao Fato Regional nesta quinta-feira (5), a Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saneamento (Sesan), informou que “…continua monitorando a ocorrência de focos de incêndio no aterro do Aurá, em Ananindeua, e que o espaço, atualmente, recebe apenas resíduos inertes, que são materiais oriundos da limpeza urbana, exceto lixo domiciliar”.

“Desde sábado, 30 de setembro, a Sesan registra focos de incêndio e nesta quinta-feira, 5, a situação permanece estável. O órgão municipal de Saneamento continua realizando serviços de esfriamento nos focos de incêndio, por meio de carros pipas, contando com o apoio do Corpo de Bombeiros, na perspectiva de reduzir, gradativamente, a incidência do fogo e da fumaça”, dizia a nota da Prefeitura de Belém.

Ainda na nota, a prefeitura diz: “No momento, no local há presença ainda de picos de fogos e bastante fumaça, ao mesmo tempo. A Secretaria está viabilizando serviços de esfriamento nos focos de incêndio, por meio de carros pipas com apoio do carro do Corpo de Bombeiros, sendo utilizado dois carros pipas pela parte da amanhã e dois carros pipas pela parte da tarde”.

O lixão do Aurá é uma área de 120 hectares e que foi encerrada em 2014, mas que seguiu recebendo alguns resíduos (Raphael Rodrigues / Ascom Sesan / Arquivo / Imagem Ilustrativa)

 

Em outra nota, a Companhia de Desenvolvimento e Administração da Área Metropolitana de Belém (Codem) informou que “…tem acompanhado de perto, através de monitoramento, a área localizada na estrada de Águas Lindas, e deixado sob alerta o Corpo de Bombeiros. O fogo no momento está controlado e sendo monitorado para evitar um novo sinistro. A administração municipal de Belém informa que nos últimos dias tem registrado incêndios em diversas partes da capital e que segue monitorando, por meio de órgãos competentes, e não tem medido esforços, ações concretas e solidariedade às famílias vítimas desse fenômeno natural que tem ocorrido com frequência devido à alta temperatura e outros fatores conjugados.”.

(Victor Furtado, da Redação do Fato Regional)


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