sexta-feira, 1 de março de 2024

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Usuários da balsa do porto Santa Rosa, em São Félix do Xingu, organizam abaixo-assinado contra demora e falta de estrutura da empresa prestadora do serviço

Os usuários pagam R$ 48 por uma travessia que leva de 30 a 40 minutos, mas que tem uma espera que pode levar até 4 horas para embarque numa balsa sem banheiros e que, segundo os usuários, fica sem qualquer estrutura de apoio à noite e em finais de semana
Devido ao excesso de peso, muitas vezes a balsa tem parte do assoalho afundado e usuários dizem que o risco é cada vez maior pelo excesso de peso em apenas uma embarcação (Foto: Via Instagram do Fato Regional)

Usuários da balsa do porto Santa Rosa, em São Félix do Xingu, no sul do Pará, reclamam da demora excessiva para fazer o embarque para uma travessia que leva de 30 a 40 minutos: a espera na fila pode levar até 4 horas. O custo do serviço, executado pela empresa Novo Estado, é de R$ 48. Em denúncia enviada ao Instagram do Fato Regional, usuários estão organizando um abaixo-assinado para cobrar melhorias, como uma segunda balsa.

“Estamos organizando o abaixo-assinado e pretendemos chegar a 1 mil assinaturas. R$ 48 por uma travessia que dura em média meia hora, para muita gente que precisa fazer isso mais de uma vez por dia, é muito caro. Mas um dos problemas mais graves está na demora para embarque. Se for à noite, não há o que comer por perto enquanto a pessoa não pode fazer nada a não ser esperar. E após embarcar, se a pessoa passar mal, não tem um banheiro na balsa ou mesmo água para os usuários”, diz o senhor Fábio Silva.

O senhor Fábio é agropecuarista e precisa fazer a travessia frequentemente para se deslocar entre as propriedades no Vale Central e o centro de São Félix do Xingu. Como usuário da balsa desde 1998, ele diz que grande parte dos problemas poderia ser resolvida com uma segunda balsa para atendimento. “E há ocasiões em que as pessoas desistem por não conseguir embarcar. Perdemos muito tempo nessa balsa em condições desumanas e arriscadas, pois a balsa sai sobrecarregada e correndo risco de haver um acidente ou naufrágio”, conclui.

A Redação do Fato Regional tentou contato com a empresa que opera a balsa no porto Santa Rosa, mas não conseguiu retorno. O espaço segue aberto para a manifestação da empresa e a matéria será atualizada assim que um posicionamento for recebido.

(Victor Furtado, da Redação do Fato Regional com informações de seguidores do Instagram. Acesse e faça sugestões, elogios, críticas e comentários!)


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