Durante as ações do Maio Laranja — campanha nacional de conscientização e enfrentamento ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes —, a auditora do Tribunal de Contas do Estado do Pará e ex-delegada da Polícia Federal Erika Sabino tem intensificado palestras e debates em diferentes municípios paraenses sobre proteção da infância. Recentemente, um vídeo publicado por Erika ganhou grande repercussão após ser compartilhado nos stories da apresentadora Xuxa Meneghel, referência nacional na defesa dos direitos da infância.
Relembre o vídeo que foi compartilhado por Xuxa Meneghel:
Na gravação, Erika comentava o caso do ex-senador Manoel Alencar Neto, condenado por abusar sexualmente de duas crianças de 6 e 9 anos, filhas de um trabalhador rural de uma de suas propriedades. O episódio ganhou repercussão nacional também pela atitude do pai das vítimas, que vendeu galinhas para comprar um celular e reunir provas que ajudaram na condenação do político.
Com ampla experiência no combate à pedofilia e crimes sexuais contra menores, Erika comandou o Grupo Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos praticados contra Crianças e Adolescentes da Superintendência Regional da Polícia Federal no Distrito Federal. Também atuou como vice-coordenadora nacional da área responsável por crimes praticados contra crianças e adolescentes. Para ela, o enfrentamento ao abuso sexual infantil precisa unir repressão, informação e prevenção contínua, fortalecendo a escuta e a proteção de crianças e adolescentes.

O debate ganha ainda mais força às vésperas do dia 18 de maio, data que marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituído pela Lei Federal nº 9.970/2000 em memória do caso Araceli, crime que se tornou símbolo da luta pela proteção infantil no Brasil.
Erika Sabino recomenda atenção aos sinais
Nas palestras e conteúdos educativos que publica nas redes sociais, Erika costuma destacar que criminosos desse tipo muitas vezes estão inseridos no convívio social e familiar das vítimas. “O abusador não vem com identificação. A violência normalmente começa de forma silenciosa, por meio da manipulação emocional e da vulnerabilidade da criança”, alerta.
Oficializada nacionalmente em 2022, a campanha Maio Laranja busca ampliar o debate público sobre um tipo de violência ainda marcado pela subnotificação. Especialistas apontam que milhares de casos sequer chegam ao conhecimento das autoridades.

(Da Redação do Fato Regional)
Siga o Fato Regional no Facebook, no Instagram e no nosso canal no WhatsApp!











