domingo, 3 de março de 2024

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Pará e mais 9 estados ficam de fora do começo da vacinação contra a dengue pelo SUS

Apenas 521 municípios vão receber as primeiras remessas do imunizante contra a dengue, o Qdenga, fabricado pelo laboratório japonês Takeda. Na primeira etapa da primeira vacinação gratuita contra a doença pelo SUS, serão priorizados crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que lideram o número de internações em todo o Brasil. O Governo Federal garante que 3,2 milhões de pessoas serão vacinadas neste ano.
Enquanto a imunização contra a dengue não chega a todos os estados e a mais públicos, a recomendação do Ministério da Saúde é a união de estados e municípios no combate ao mosquito Aedes aegypti (Foto: James Gathany / CDC-HHS / Via Jornal da USP)

A vacinação contra a dengue, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), está prestes a começar. Porém, o Pará vai ficar de fora da primeira etapa, junto com Alagoas, Amapá, Ceará, Mato Grosso, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Sul, Rondônia e Sergipe. Como as doses são limitadas, apenas 521 municípios (nem 10% do total do Brasil) dos demais estados vão receber as primeiras remessas do imunizante Qdenga, já na semana que vem. O Ministério da Saúde priorizou locais com situação crítica de casos da doença.

O Ministério da Saúde aguardava a tradução da bula da vacina Qdenga (fabricada pelo laboratório japonês Takeda) para o português. Essa é uma exigência da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Além de uma quantidade limitada para o início da vacinação emergencial, há público prioritário: crianças e adolescentes de 10 a 14 anos de idade, faixa etária que, segundo a pasta, concentra o maior número de hospitalizações.

A vacina Qdenga, o primeiro imunizante contra a dengue a ser disponibilizado pela rede pública de saúde no Brasil (Foto: Rogério Vidmantas / Prefeitura de Dourados)

A previsão do Ministério da Saúde é que todas as doses da vacina contra a dengue adquiridas possam imunizar 3,2 milhões de pessoas até o final deste ano. É importante lembrar que um imunizante contra a dengue não é novidade. No entanto, antes só estava disponível na rede privada e a um custo inacessível para muitas pessoas. Agora, após mais de 40 anos de epidemias e combate ao mosquito Aedes aegypti, pela primeira vez a vacina contra a doença será disponibilizada de forma gratuita.

A melhor forma de combater a dengue é impedir a reprodução do mosquito. (Arte: EBC / Agência Brasil)

Nísia Trindade, ministra da Saúde, destacou que o Brasil vem enfrentando uma nova onda de casos de dengue e outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Ela atribui a nova epidemia a mudanças climáticas e às altas temperaturas. Por fim, reforça que todo o Brasil deve se unir prevenir a reprodução do mosquito, evitando que mais casos se espalhem. No Pará, várias prefeituras estão em campanhas e reforçando a atuação dos agentes comunitários de saúde (ACS).

(Victor Furtado, da Redação do Fato Regional, com informações da Agência Brasil)


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