domingo, 14 de julho de 2024

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Em poucas horas, tentativa de golpe na Bolívia fracassa; entenda o que pode estar por trás do atentado

Há várias suspeitas sendo investigadas para as motivações da mobilização, que vão de manifestações de intolerância política, revolta de militares e interesses no lítio boliviano. Todos os comandantes das Forças Armadas foram trocados e o líder dos golpistas, o general Zuñiga, está preso.
O presidente Luis Arce, ministros, secretários e novos comandantes falaram com uma multidão em La Paz após o fracassado atentado golpista (Foto: X / Twitter / @LuchoXBolivia)

Mais uma vez, a Bolívia sofreu uma tentativa de golpe de estado. Na tarde desta quarta-feira (26), militares tomaram as ruas, com tropas e tanques, e invadiram o palácio presidencial. Só que não durou muito tempo e à noite a situação já havia sido controlada oficialmente. Há várias suspeitas sendo investigadas para as motivações da mobilização, que vão de manifestações de intolerância política, revolta de militares e interesses no lítio boliviano.

No início da tarde, o presidente Luis Arce e o ex-presidente Evo Morales denunciaram a chamada “mobilização irregular” e usaram o termo “tentativa de golpe”. O general e comandante do Exército Juan José Zúñiga disse que “…o país não pode seguir assim” e exigiu uma completa mudança administrativa no país. Várias entidades internacionais, presidentes — incluindo Lula (PT) — e lideranças globais monitoram o “day after”.

Militares com um tanque blindado tomaram o Palácio Presidencial da Bolívia nesta quarta-feira, 26 de junho (Foto: Reprodução / Twitter / X / @julianopsol)

Às vésperas da tentativa de golpe, o general apontado como líder dos golpistas havia feito declarações públicas de que os militares não poderiam aceitar que Luis Arce e Evo Morales — que sofreu um golpe em 2019 — fossem pré-candidatos a presidente para as eleições bolivianas do ano que vem. Assim como no Brasil, militares não podem dar declarações políticas. Houve uma ameaça de destituir Zuñiga do posto. Essa seria uma possível motivação.

A tentativa de golpe teve menos adesão do que aparentou e acabou sendo debelada no início da noite. Zuñiga foi destituído do cargo e preso. Os comandantes das três forças armadas foram trocados e ordenaram que todos os militares nas ruas retornassem às bases. As ordens foram acatadas e o presidente Arce fez um discurso para uma multidão em frente ao palácio presidencial Quemado. Autoridades internacionais seguem monitorando o caso.

A revolta política dos militares é uma das teses para a tentativa de golpe. Outra é a decisão recente da Bolívia de estatizar a produção de lítio, minério que é abundante no país — uma das maiores reservas do mundo — e que é precioso para a criação de baterias diversas, como de celulares e outros eletrônicos. A segunda tese vê uma possibilidade de tentativa de interferência direta de outro país para tornar o lítio boliviano mais acessível novamente.

(Victor Furtado, da Redação do Fato Regional)


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