Protesto: PA-279 será fechada nesta quarta após decisão de fechamento total da Vale

A manifestação está marcada para começar já nas primeiras horas desta quarta-feira, 12, por volta das 5h, na PA-279, no Catete - sentido Água Azul do Norte.

Após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que determinou a imediata paralisação das atividades do projeto Onça Puma, da mineradora Vale, localizada no município de Ourilândia do Norte, no sudeste do Pará, empresários, políticos e sociedade em geral, decidiram, mais uma vez, fechar a PA-279 nesta quarta-feira, 12, no sentido Água Azul do Norte.

A decisão do desembargador federal Souza Prudente, da última sexta-feira (7), também estipula multa de R$ 200 mil por dia, podendo ainda ter a presença da Força Nacional, caso a ordem judicial seja descumprida. Souza Prudente é conhecido por decisões polêmicas na área ambiental, já tendo paralisado inclusive obras de hidroelétricas na Região Norte.

“Nós queremos ser ouvidos e, a justiça não está permitindo isso. Não é justo ouvir somente a população indígena, eles precisam ouvir quem sobrevive do trabalho em Ourilândia. Todos os dias temos que demitir alguém, pois, não estamos conseguindo manter os negócios como era anteriormente com a presenta ativa da Vale”, comenta Edson Arakaty, empresário proprietário da “ISP+Telecom”.

De acordo com o presidente da Câmara Municipal, Reginaldo “Cowboy”, o fechamento total da mineradora acarretará prejuízos imensuráveis para a região. “Ninguém está enxergando que o fechamento da Vale trará um prejuízo imensurável para o nosso município. Eles não estão olhando para o todo. Além das demissões na empresa, o município precisará demitir mais de 400 funcionários porque a arrecadação vai sofrer uma queda. Muitas empresas estão ligadas direta e indiretamente à mineradora e diante disso,  o impacto na receita da cidade será inevitável. O município vai quebrar”, ressalta.

O projeto Onça Puma foi inaugurado em 2011 e é uma das maiores plantas de ferro-níquel do mundo, com capacidade de produção de 220 mil toneladas ao ano. A fábrica destina mais de 90% de sua produção para países como Alemanha, China, Estados Unidos, Itália e Japão.

Segundo informações da Prefeitura, “não há nenhum laudo que comprove a contaminação ambienta relatada pelas comunidades indígenas”. “Moro em Ourilândia desde muito antes de sua emancipação política e não podemos ser penalizados dessa forma. A terra indígena ocupa mais de 80% da cidade e, o que sobra, é justamente o que lutamos para manter e crescer. Tem que ter algum tipo de acordo que beneficie a ambas as partes. Ourilândia vinha crescendo significativamente, agora, estamos nos segurando para poder sobrevivermos. Nós precisamos ser ouvidos, não apenas ignorados. A Justiça não está ouvindo aqueles que realmente fazem pelo município. Essa determinação de lacrar a Vale, está causando um prejuízo sócio-econômico na nossa cidade”, reforça Humberto, morador e empresário de Ourilândia.


A manifestação está marcada para começar já nas primeiras horas desta quarta-feira, 12, por volta das 5h, na PA-279, no Catete – sentido Água Azul do Norte.

 

 

Da Redação Fato Regional

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